sábado, 14 de julho de 2012

AS PUBLICAÇÕES NO JORNAL O ILHAVENSE

Ao longo deste ano tive a oportunidade de publicar mensalmente um pequeno artigo sobre o Yoga.
Agradeço á direcção do jornal O Ilhavense a sua disponibilidade.
Segue-se a exposição das publicações.


5000 ANOS DE YOGA

O yoga é uma prática ancestral que tem acompanhado o ser humano ao longo de gerações e gerações e por incrível que pareça, esta prática preserva a sua originalidade com a força da tradição milenar, através do inconsciente coletivo. A sua origem perde-se no tempo, diz-se que é oriunda da Índia e tem mais de 5000 anos. O ser humano actual tem sorte, muita sorte em ter ao seu alcance a sabedoria milenar  do yoga, uma prática psicofísica que não se perdeu no tempo. Acredito que o facto de ter chegado até nós, depois de atravessar tantas gerações e culturas diferentes, prova que é algo bom. Ensina o homem a conhecer-se, a evoluir, a ter mais saúde, a ser feliz…..



O YOGA AJUDA A CONTROLAR A TENSÃO ARTERIAL

O homem no seu estado original não precisava de ser instruído para o exercício físico, assim se verifica nas crianças, cuja actividade física é quase permanente. Mas á medida que se foi civilizando, o homem foi delegando certos deveres a outros restringindo-se a actividades limitadas, até que actualmente muitos exercem apenas trabalho mental, e outros fazem apenas trabalho físico. Ambos vivem em desequilíbrio, de um modo anti natural. O trabalho mental sem actividade física atrofia a vida e vice-versa. O corpo são é aquele que recebe nutrição e oxigenação por igual em todas as suas partes e nenhuma parte é devidamente oxigenada se não for exercitada. É possível controlarmos alguns movimentos automáticos que o nosso corpo tem, como por exemplo a respiração, o ritmo cardíaco, controlo da dor e resistência física, controlo de emoções. Para atingirmos este controlo é necessário usar uma atitude mental em relação á actividade física. Cabe a cada um de nós encontrar e escolher o caminho que nos leva á harmonia e equilíbrio. O yoga é uma ferramenta muito útil para escolhermos o caminho que nos leva á harmonia e equilíbrio e um deles é a respiração. Conhecermos a nossa respiração que é o alento mais importante da vida, é apenas um dos exercícios do yoga. Na sequência dos últimos artigos o caro leitor teve a oportunidade não só de conhecer mas também de aprender como respirar devagar.
O exercício de respirar devagar traz grandes vantagens ao ser humano e uma delas é a redução da hipertensão. Apresento alguns relatos científicos que provam a eficácia do resultado. De acordo com um cientista do National Institutes of Health (NIH) dos EUA, o modo de respirar pode ser a chave para a regulação da tensão arterial. E isto tem mais a ver com a eliminação do sódio pelos rins do que com o relaxamento proporcionado. O investigador David Anderson está a tentar provar a teoria com a ajuda de um mecanismo especial para treinar os voluntários com hipertensão a respirar devagar. Anderson explicou “se passar o dia sentado, respirando superficialmente, os rins poderão ser menos eficientes para se libertarem do sal, do que se fizesse uma caminhada pela montanha”. Mesmo conhecendo os factores de risco (excesso de peso, sedentarismo, consumo elevado de sal), os cientistas não entendem o que está na raiz da causa da hipertensão. Sabe-se que os exercícios de yoga, meditação e outras técnicas de relaxamento que incorporam um ritmo de respiração profunda e lenta, ajudam a reduzir a pressão do sangue, mas faltam as investigações científicas para provar este facto. Em 2002 a Food and Drug Administration (FDA) aprovou a venda, sem receita médica, de um aparelho que reduz a tensão arterial ao ditar um ritmo lento para a respiração. O dispositivo acompanha os movimentos torácicos do utilizador e emite um som, a intervalos cada vez maiores, que avisam quando deve inalar ou exalar. Estudos patrocinados pelo fabricante apontam para uma redução da tensão arterial. Por que razão funciona é um enigma, diz o médico William J. Elliot, que liderou o estudo sobre o aparelho. O Dr Herbet Benson foi a primeira pessoa que observou que o relaxamento baixa a pressão sanguínea. Os seus estudos começaram no início de 1970 e desde então, ele vem observando resultados centenas de vezes. O relaxamento tem muitos outros benefícios relacionados ao stress.




O YOGA MELHORA O AMBIENTE



Quem pratica yoga com certa frequência, sente-se melhor física e mentalmente, isto é ponto assente porque acontece com todos.
Uma pessoa só se sente bem quando anda bem fisicamente e é isso que o yoga proporciona, flexibilidade, tonicidade muscular, alinhamento postural, firmeza, por outro lado ensina-nos a respirar, a ter consciência da própria respiração e a controla-la. Ao controlarmos a respiração controlamos também as emoções.
Está provado cientificamente que uma pessoa saudável e bem-disposta produz maior quantidade de endorfinas (as chamadas de hormonas da felicidade), pessoas assim proporcionam algo invulgar, quando alguém está perto delas sente-se bem e não sabe porquê. Trata-se de um fenómeno energético. Para vivermos precisamos de energia e ela vem até nós pelos alimentos, água e ar. Um dos efeitos inconscientes do yoga no nosso corpo é gerir a energia eficazmente, fazendo-a chegar vigorosamente a todas as partes do corpo. A energia não é uma coisa palpável e espalha-se no ambiente. Quanto mais pessoas praticarem yoga mais bem-estar, harmonia e paz se espalha logo o yoga melhora o ambiente.

Siga as seguintes sugestões retiradas do site dharmabindo:
“Os yogis devem assumir uma postura corajosa. Devem confrontar a ilusão. Devem possuir em si o leão capaz de lutar contra a anestesia cerebral da sociedade de consumo.
Como uma aplicação prática de reflexões filosóficas propomos aqui alguns tipos de acções  (karmas) que devem ser encarados como exercícios de transformação dos hábitos perniciosos da era de Kali. O slogan de Swami Prabhupada aplica-se em todos os casos: Vida Simples, Pensamento Elevado!

1.     A bicicleta como meio de transporte
      Não polua, gaste praticamente nada, fique em contacto com o corpo, conheça melhor  
      a sua cidade. Desacelere a sua mente
.    2. O vegetarianíssimo como acção política
 Deixe de matar e impor sofrimentos terríveis a outros seres sensíveis. Pare de contribuir com a poluição das águas causadas pela indústria pecuária. Divulgue a cultura da paz de ahimsa.
3.     O boicote ao consumo
      Liberte-se da ilusão da publicidade. Compre o que é realmente preciso.
4.     Redução do lixo
      Use sacos de pano nas suas compras. Reduza os sacos plásticos. Recicle e dê
       preferência a embalagens reutilizáveis.
5.     Plantio doméstico de vegetais e árvores
 Produza mudas de árvores, germine sementes em casa a partir das frutas que você 
 Come. Faça uma horta doméstica e/ou uma horta comunitária. Plante, se isso for 
  possível, árvores e vegetais nas ruas e terrenos da cidade.
6.     O elogio do ócio, das artes livres e a critica ao trabalho
 Procure formas alternativas de ocupar o seu tempo. Desfrute de momentos diários de contemplação


A RESPIRAÇÃO E AS EMOÇÕES NO YOGA



O yoga é uma prática exclusivamente humana e é sem dúvida a que oferece um equilíbrio integral dos mais completos do mundo. Tal como temos vindo a divulgar nas nossas crónicas sobre yoga, trata-se de uma prática que abrange áreas muito diferentes entre si, mas com um propósito comum, o desenvolvimento humano e a promoção da saúde e qualidade de vida.
Hoje e durante as próximas publicações iremos falar sobre a respiração e o quanto ela influencia a nossa vida.
Respirar é o acto mais vital da própria vida.
Respirar é viver, no entanto são poucos os momentos em que percebemos o seu valor. Se compararmos os elementos vitais para a existência, respirar ocupa o primeiro lugar: sem comer subsiste-se varias semanas, sem beber vários dias, mas sem respirar morremos em poucos minutos. Acontece que a maioria das pessoas respira mal e de forma insuficiente, usando apenas uma pequena parte da capacidade pulmonar que tem. O yoga ensina-nos a tomar consciência do acto de respirar e a usarmos o potencial extraordinário que temos para a absorção plena da energia vital ou prana, através de exercícios respiratórios que expendem e ampliam a caixa torácica, aumentando assim a energia vital.
Respiração, mente e emoções interagem entre si, por isso cada estado emocional desenvolve um determinado ritmo respiratório. Um estado de satisfação, segurança ou serenidade, induz uma respiração profunda e ritmada, traduzindo-se num batimento cardíaco sereno e suave. Por outro lado a respiração curta e rápida denota ansiedade, insegurança e medo, produzindo taquicardia e hipertensão. Com a aprendizagem da manipulação do ritmo respiratório, conseguimos modificar e dominar as emoções, o que ira interferir positivamente nas relações afectivas, no desenvolvimento profissional e na qualidade de vida.
Mas os exercícios respiratórios do yoga vão muito mais alem, pois através deles tomamos consciência de que a energia vital que compõe o nosso corpo é a mesma que movimenta o universo, mostrando-nos uma outra dimensão de nós mesmos. Quando falamos em domínio da respiração não é no sentido de a limitar mas sim de a expandir, elevando a consciência e aumentando a capacidade de controlar as emoções.


OS GESTOS NO YOGA

Nas nossas crónicas sobre o yoga tem-se explanado um pouco sobre os diferentes exercícios que esta prática ensina. Hoje vamos explorar os gestos ou mudrás.
Durante milénios o ser humano comunicou entre si por meio de gestos, mesmo antes da palavra existir, por isso a disposição dos braços e das mãos estão inexoravelmente ligados ao sistema nervoso. Os gestos expressam os nossos pensamentos e emoções, actuando como terminais nervosos do organismo. Existem inúmeros estudos publicados na área da antropologia e da psicologia demonstrando que seja qual for o povo, determinados gestos possuem um significado comum, desde uma tribo primitiva até á sociedade actual. Quem nunca sentiu a adrenalina a subir por causa de um gesto provocador? Quem nunca sentiu segurança por causa de um gesto aquietante? Não há dúvida de que as mãos e os dedos são, além de ferramentas da edificação cultural, meios eficazes de comunicação entre indivíduos.
Mudrá é um termo em sânscrito que significa gesto. Existem alguns tipos de yoga que usam os gestos exclusivamente com as mãos, mas as escrituras antigas referem que os mudrás (gestos) são fonte de uma linguagem gestual e corporal que se origina na tradição tântrica e está indissoluvelmente associada ao registo akáshico, que é o espaço subtil onde estão armazenados todos os conhecimentos e feitos da humanidade, desde os seus primórdios até aos dias de hoje.
No yoga os gestos que se usam são reflexológicos, simbólicos e magnéticos. Reflexológicos porque desencadeiam processos conscientes e mudanças fisiológicas que acontecem em função das alterações da consciência. Na prática permitem aumentar a concentração e elevar a percepção, reflectindo-se no ritmo respiratório, no batimento cardíaco e na frequência das ondas mentais. Os mudrás (gestos) no yoga são também simbólicos porque todos têm uma riqueza de significados conectados com aquele segmento do registo akáshico onde está entesourado o conhecimento do yoga.  No aspecto magnético sabemos que todos os organismos vivos possuem magnetismo e polaridade. A energia flui em quantidade e qualidade distintas por todo o organismo, por isso diversos efeitos electromagnéticos acontecem quando fechamos circuitos entre dedos e mãos. Os mudrás (gestos) são um excelente instrumento de ajuda nos exercícios de concentração e meditação. Com determinados gestos fechamos e conectamos canais de circulação da energia, concentrando essa mesma energia em áreas específicas do corpo. As mãos ao combinarem gestos diferentes desenvolvem reacções electromagnéticas distintas. As fotos kirlian tornaram-se populares e provam que das mãos e dedos partem feixes de energia fotogravavel.
As mãos são sem duvida um instrumento de mestria. O dorso é positivo em relação á palma. As pontas são negativas em relação ao pulso. A mão direita é positiva e representa o sol. A mão esquerda é negativa e representa a lua. Quando fechamos circuitos entre dedos e mãos, diversos efeitos electromagnéticos acontecem no corpo.






YOGA CONHEÇA E EXPERIMENTE

A respiração abdominal é um exercício comum a todos os tipos de yoga e é dos mais importantes e ao mesmo tempo dos mais banais.
Na sequência do último artigo falamos que este tipo de respiração é o melhor exercício de acção sedativa sobre o sistema nervoso. É um exercício que usa o diafragma intensamente, provocando uma massagem interna, tonificando e relaxando os órgãos importantes. O que acho mais interessante neste exercício é o facto de nós nascemos a respirar assim. Os bebés é assim que respiram. Quando uma pessoa está em coma a lutar pela vida, é assim que respira. Em situações de choque é assim que se respira.

E que tal experimentar executa-lo?
Convido o caro leitor a sentar-se confortavelmente com as costas direitas. Para endireitar as costas traccione a coluna, esticando os fracos para coma e espreguice. Depois coloque as mãos sobre os joelhos e tome atenção á respiração, observe-a como se estivesse a ver qualquer outra coisa. Respire sempre pelo nariz. Deite o ar fora e comece a encher a barriga, projectando-a para a frente. Expire e recolha a barriga para dentro. Vá fazendo respirações cada vez mais longas, coloque as palmas das mãos sobre a barriga, sem fazer força para sentir o tacto da barriga a movimentar-se para a frente e para traz cada vez que se inspira e expira.
No início como estamos muito habituados a respirar para a parte alta dos pulmões, torna-se um pouco difícil de coordenar a respiração com o movimento, mas com alguma preserverança e continuidade, facilmente o conquistamos.
Fica o desafio, mas alerto que o yoga deve ser ensinado por um professor, pois há sempre pequenos pormenores que fazem toda a diferença e que têm de ser corrigidos por quem saiba.







1 comentário:

  1. Que bom que este blog está com actualizações!!!!
    Penso recomeçar em Setembro!
    cláudia

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